segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Dualidade



Rio Tapajós/PA - foto Alice Kohler


Vivemos num tempo em que meditação deixou de ser somente uma prática individual. Nós temos que praticar como uma comunidade, como uma nação, como um planeta. Se realmente queremos que a paz seja possível de acontecer, então devemos tentar olhar para a realidade de forma a ver que não existe separação. É muito importante nos treinarmos a olhar de uma forma não dualista. Sabemos, pela nossa própria experiência, que a outra pessoa não está feliz, é muito difícil para nós sermos felizes. A outra pessoa pode ser sua filha, seu parceiro, amigo, mãe, seu filho, seu pai ou seu vizinho. A outra pessoa pode ser da comunidade cristã, da comunidade judaica, da comunidade budista ou da comunidade islâmica. Porque sabemos que segurança e paz não são questões individuais, iremos agir em prol do bem comum. Qualquer coisa que fizermos para ajudar nossos amigos, nossos vizinhos e outros países, para que eles se tornem mais seguros e mais respeitados, irá nos beneficiar também. De outra forma, somos capturados por nossa ignorância. A nossa visão dualista nos faz agir de uma forma que continuará nos destruindo e destruindo o mundo. 

(Thich Nhat Hanh)

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