terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Resiliência e o Direito e Dever de Despertar - Monja Coen






"Quando a época degenerada deste aeon chegar, as pessoas serão suas próprias enganadoras, suas próprias más conselheiras, as criadoras da própria estupidez, mentindo e enganando a si mesmas. Quão triste que essas pessoas tenham formas humanas mas não possuem nenhum senso maior que um boi!"

 Padmasambhava, do livro “Advice from the Lotus-Born” (in Dharmalog)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Respiração

Foto: Lou Gaioto


Quando praticamos zazen, nossa mente sempre segue a respiração.

Quando inalamos, o ar entra em nosso mundo interior.
Quando exalamos, o ar sai para o mundo exterior. O mundo
interior não tem limites e o mundo exterior também é ilimitado.
Nós dizemos "mundo interior" e "mundo exterior", mas, na
verdade, só há um único mundo. Nesse mundo sem limites, a
garganta é uma espécie de porta de vaivém. O ar entra e sai
como alguém passando por uma porta de vaivém. Se você pensa
"eu respiro", o "eu" está a mais. Não há um você para dizer "eu".
O que chamamos "eu" é apenas uma porta de vaivém que se
move quando inalamos e exalamos. Ela simplesmente se move,
eis tudo. Quando sua mente está pura e calma o suficiente para
seguir esse movimento, não há nada: nem "eu", nem mundo,
nem mente, nem corpo. Só uma porta que vai e vem.
Assim, quando praticamos zazen, tudo o que existe é o movimento
da respiração e, no entanto, estamos cônscios desse movimento.
Não devemos nunca nos distrair. Mas estar consciente
do movimento não significa estar consciente do eu pequeno, e
sim da nossa natureza universal, ou natureza de Buda. 
Esta consciência é muito importante porque em geral 
somos unilaterais.
Nossa compreensão habitual da vida é dualista: você e eu, isto e
aquilo, bom e mau. Na realidade, tais discriminações são, elas
próprias, a consciência da existência universal! "Você" significa
estar consciente do universo na forma de você, e "eu"
significa estar consciente do universo na forma de eu. Você e
eu somos portas de vaivém. É necessário este tipo de compreensão;
porém, nem sequer deveria chamar-se compreensão já
que é, isto sim, a verdadeira experiência da vida através da prática
do Zen.


(MENTE ZEN, MENTE DE PRINCIPIANTE
SHUNRYU SUZUKI)