segunda-feira, 30 de julho de 2012

ZEN DA PAZ

Dia 4 de agosto de 2012, sábado - das 7h00 às 12h00.
Local - Zendo Brasília

Trazer frutas, sucos ou biscoitos para compartilharmos  no desjejum

O nirvana é ver, de modo total e completo

Algumas pessoas acham que a doutrina dos despertos é niilista, como se ela afirmasse um tipo de nada. Como se, de algum modo, o nirvana fosse uma queda em um tipo de esquecimento sereno, um cinza flutuante, à deriva, num mar sem limites. Isso não é nirvana.

Lembre-se de que tudo o que vemos, ouvimos, sentimos e pensamos é fluxo constante de mudança. Nada dura. Ansiamos pela permanência e, como resultado, sofremos, pois não achamos nada disso. Parece que há apenas esse ir e vir, esse ir e vir, essa ascensão e queda intermináveis.

Sentimos tudo como movimento. Na verdade, os físicos nos dizem que a matéria nada mais é que movimento. E não importa como a olhemos, em qualquer escala, nossa experiência é sempre de movimento, de mudança.

Isso é verdadeiro para tudo no mundo físico, incluindo o nosso corpo. Cada célula - na verdade, cada átomo de cada célula - não revela nada senão esse ir e vir sem fim. Nosso corpo se refaz de momento a momento, e nunca é o mesmo.

O mesmo é verdadeiro para a nossa mente. O contéudo da nossa mente também está em constante movimento. Pensamentos, sentimentos, idéias e impulsos afloram, um atrás do outro; depois florescem e fenecem como flores finda a sua estação.

O nirvana é ver, de modo total e completo, que isso é assim.

(Steven Hagen - Budismo Claro e Simples - como estar sempre atento, neste exato momento, todos os dias - Ed. Pensamento) Steven Hagen recebeu a transmissão do Dharma do mestre Dainin Katagiri, em 1989.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Perguntas mais frequentes sobre zazen

Devo parar de pensar? Como me concentrar com tantos pensamentos?

- Os pensamentos não devem ser obstáculos à prática. Apenas observe os pensamentos surgindo e desaparecendo. Mantenha a atenção na respiração. Inspirando e expirando. Gradualmente seu sentar será mais profundo. Procure não dar atenção aos pensamentos. Apenas os identifique como pensamentos e volte o foco para o seu corpo, a sua postura e a sua respiração.

Há uma analogia interessante: quando iniciamos a prática de zazen, observamos, admirados(as), quantos pensamentos circulam e insistem em circular por nossa mente. É como estar à beira-mar: no princípio, observamos apenas as marolas na praia. Depois, não ficamos mais observando as ondas. Percebemos que é possível ir além. Pouco a pouco adentramos o mar. Há menos movimento. Há intervalos entre os pensamentos, que nem percebíamos. Aprendemos a respirar de forma adequada - inspiração e expiração tão suaves e prolongadas que às vezes surge a impressão de que não estamos mais respirando. Então podemos mergulhar nas profundezas mais tranquilas e silenciosas - do oceano e da mente. As marolas continuam lá? Onde estão os pensamentos incessantes?

Meditar é tranquilizar a mente e o corpo? O que devo fazer?

- Não. Zazen é conhecer mente e corpo. Não é relaxamento. É o despertar da mente. Não é para adormecer, mas para entrar em contato com o mais íntimo de si mesmo - e aí está o Nirvana: a paz que surge da sabedoria e da compaixão. Essa é a tranquilidade zen. Se mantiver a postura e a respiração corretas, naturalmente corpo e mente entrarão em equilíbrio e harmonia.

(Zazen, a prática essencial do zen - Comunidade Zen Budista Zendo Brasil)

domingo, 1 de julho de 2012

RECESSO

Estaremos em recesso de 
8 a 22 de julho.

Retornaremos dia 23 de julho (segunda-feira) com zazen às 19h30.



"Que os méritos de nossa prática se estendam a todos os seres e que possamos todos e todas nos tornar, o Caminho Iluminado"

Arte: Hugo Pullen