terça-feira, 1 de outubro de 2013



foto: Lou Gaioto
Se o seu objetivo é um milagre, você pode até alcançá-lo, mas para Buda o supremo milagre é você lavar seu prato depois de comer.

Se o seu objetivo é curar o corpo, você pode até atingi-lo, mas para Buda isso pouco adianta sem curar os males da mente: ignorância, cólera e desejos desenfreados.

Se o seu objetivo é arranjar emprego ou melhorar sua situação financeira, você pode até consegui-lo, mas Buda fala sobre desapego – não renuncia - em relação aos bens materiais.

Se o seu objetivo é adquirir poderes sobrenaturais, você pode até adquiri-lo, mas para Buda o maior poder sobrenatural é o triunfo sobre o egoísmo.

Se o seu objetivo é triunfar sobre seus inimigos, você pode até construí-lo, mas para Buda o único triunfo que conta é do homem sobre si mesmo.

Se o seu objetivo é massagear o ego com poder, fama, elogios e outras vantagens, você pode até ter essa satisfação, mas Buda esvazia os egos inflados.

Se o seu objetivo é ter as falhas perdoadas, deixando-o livre para errar de novo, você pode até se aproveitar disso, mas Buda lhe ensina a implacável Lei de Causa e Efeito e a necessidade de uma autocrítica consciente e profunda.

Se o seu objetivo é buscar respostas cômodas e fáceis para indagações existenciais, você pode até encontrar usufruto, mas Buda revela a verdade sobre você mesmo.

Se o seu objetivo é seguir cegamente uma crença, não é este o caminho, pois Buda   nos ensina a pensar com a nossa própria cabeça.

Se você só quer ser sério e austero, não procure o budismo, pois Buda vai ensiná-lo a brincar e divertir mas se você só quer brincar e divertir, também não procure o budismo pois Buda o ensinará a ser sério e austero.

Extraído do “Desfazendo Equívocos” da Reverenda Yvonette Gonçalves



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