segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Meditar e o Zen



foto: Alice Kohler


Eu os convido a um momento de Zazen. Vamos nos sentar sem recostar nas poltronas, mantendo as costas retas, os pés firmes no chão, paralelos.

Vamos procurar encontrar nosso ponto de equilíbrio balançando o corpo para a esquerda e para a direita como um pêndulo. Ao perceber o centro físico de seu corpo, fique aí. Solte o ar pela boca, profundamente. Esvazie os pulmões de ar e a mente de todos os pensamentos, idéias, conceitos.

Coloque as mãos no mudra cósmico, ou seja , a direita por baixo e a esquerda sobre ela, ambas as palmas para cima, apoiando as costas das mãos no colo e tocando com os dedos mínimo o abdômen. Os polegares se tocam de leve, como se houvesse uma finíssima folha de papel entre eles. A ponta da língua no palato atrás dos dentes frontais. Os olhos pousados, entreabertos, num ângulo de 45 graus.

Soltando todo o ar, vamos perceber tudo o que é neste instante.

Vamos encontrar o ponto de equilíbrio perfeito.

Exatamente aqui, exatamente agora.

Foco firme e perfeito abrange toda a vida do universo.

Isto é Zen.

Zen significa um estado de meditação profunda. Não é algo que possa ser comprado em alguma loja. Nós temos de fazê-lo.

A palavra vem do sânscrito Dhyana ou Jhana, que os chineses chamaram de Ch’an e os japoneses de Zen.

(Monja Coen Roshi)




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