segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Plenitude


Alice Kholer



A pureza é a própria prática. Não há nenhuma lacuna entre você e o zazen, entre mim e você, entre você e as árvores, entre você e um poema, entre você e o piano, entre você e seus amigos. Essa é a pureza perfeita. Essa é a nossa natureza original; muito naturalmente nós nos tornamos um. Infelizmente, porém, o conhecimento humano, a consciência empírica humana é ainda muito estreita, muito limitada. É por isso que precisamos fitar constantemente a clareza da vida humana. O ato de fitar essa clareza realmente aprofunda, dia após dia, nossa vida. Podemos então aprofundar nossa personalidade e realmente compreender uns aos outros. Se tento, primeiro, compreender intelectualmente o zazen, para depois praticá-lo, é tarde demais. A duração de nossa vida é curta demais para tanto; morreremos antes de compreender.  Quer compreendamos ou não o zazen, podemos aceitá-lo como clareza, e apenas praticar. Isso se chama pureza. Finalmente, a fé torna a mente clara e pura. Isso é realização, ou não deixar nenhum vestígio da unidade; é atuação, apenas isso. Isso é perfeição, e perfeição é plenitude.

(Dainin Katagiri - Retornando ao Silêncio - a prática zen na vida diária)

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